Ágata – Essa história apenas começou…

mar 25th, 2010 | Autor Toinho Castro | Categoria: Universo Blooks
O outono estava lá fora...

O outono estava lá fora...

Rio de Janeiro em pleno outono, três da tarde e Ágata vem caminhando pela calçada da praia de Botafogo, ali perto dos cinemas. Distraída por natureza e escutando melodias antigas no seu fone de ouvido, quase esbarrando nas pessoas, com um pensamento perdido aqui e outro ali, ela quase não percebe que acabou de chutar um livro caído na calçada, atravessado no seu caminho. Ela se abaixa para apanhar o livro, quase em câmera lenta, quase como num filme com aquela trilha sonora soando nos seus ouvidos, perfeita para momentos como aquele.

Mas ela não chega a pegar o livro: ele escapa dos seus dedos como se fugisse ou fosse puxado por uma mão invisível. Mais uma tentativa e novamente o livro escapa. Agora sim Ágata percebe que o livro está sendo puxado, que há uma espécie de barbante preso a ele e que, certamente, há alguém segurando a outra ponta e se divertindo às custas dela. Mas agora é tarde, porque a trilha sonora é perfeita para momentos assim e ela se sente cada vez mais num filme, que talvez nem seja tão bom.

É isso: ela vai seguir esse livro aonde ele for, ele está chamando por ela e ninguém sabe o curso que essa história vai tomar se Ágata recusar esse chamado. As pessoas passam por ela sem sequer reparar na situação, ocupadas com suas próprias vidas apressadas. Ela atravessa a calçada inteira atrás do livro e agora, veja bem, está diante de uma porta entreaberta. É para dentro e além dessa porta que o barbante se estende. Com um último puxão o livro passa pela porta e some. Ágata estende a mão…

Mas ainda não sabemos se ela entrou ou não, ou o que encontrou, se finalmente decidiu ir até o fim e seguiu o livro através daquela entrada. É você, caro leitor, quem vai continuar essa história.Vamos lá, não seja tímido e escreva, não tem regra. Utilize o campo de comentários desta postagem. Pode escrever somente uma linha, um parágrafo ou até onde o campo de comentários permitir. Pode continuar comentando várias vezes. seja criativo.

A idéia é que a gente possa escrever isso junto, desdobrando as possibilidades e impossibilidades dessa história. Aceita o convite? Sim, aceite o convite e continue a misteriosa história de Ágata, não permita que ela fique sem um final ou ainda sem muitos finais possíveis.

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7 comentários to “Ágata – Essa história apenas começou…”

  1. marcelo disse:

    Ágata quando viu a porta resolveu abri-lá e qual foi a surpresa ao ver que tinha adentrado num ambiente inóspido, cheio de homens se pegando, usando LSD e ouvindo trance. Naquela escuridão a menina-moça não conseguia mais achar o livro.

  2. Fabiano disse:

    “Que barra pesada”, ela pensou enquanto apertava olhos tentando descobrir a origem daquele barbante tão persuasivo.

  3. Ana Bernarda disse:

    Ágata resolveu seguir os passos de um rato matrapilho e foi parar numa lanchonete, que vendia hamburgueres mal-cheirosos. O livro que perseguia se encheu de gordura na capa.

  4. Roberval Feitosa disse:

    De repente ela escutou alguém gritar seu nome:
    - Ágata! Ágata!
    Ela se virou para olhar mas, claro, não havia ninguém além dos passantes. Ninguém que parecesse querer falar com ela. O livro já havia passado pela porta, que se fechava diante dos olhos de Ágata. Agora ela percebia, alguém havia impedido ela de entrar. Por que? Quem? Anjos da guarda existem, disso ela já sabia… ou alguém que deseja aquele livro mais do que ela.

  5. Catarina Spencer disse:

    Ágata quando pos a mão na capa do livro, lembrou do peixe que teve quando era menina. Um peixe que viveu pouco mas lhe trouxe bons momentos de esperança. Ágata resolve então largar o livro e agarrar a vida.

  6. Raquel disse:

    Quando finalmente Ágata abre a o livro, despreocupada com que página seus dedos escolheram, se dá conta de que tudo o que estava a sua volta desapareceu, ela estava agora em outro cômodo, de iluminação ligeiramente amarelada, um ambiente estranhamente confortável, talvez outro mundo, com outra atmosfera, as cores eram mais vibrantes e haviam alguns vagalumes (ou seres parecidos, mas de outro planeta) rondando suas mãos no livro, e ela inicia, então, sua leitura, a partir da página 48, no terceiro parágrafo quando (…)

  7. Antonio disse:

    [...] ouviu um canto suave e melancólico, vindo de uma extremidade do ambiente em que se encontrava. Ao seguir a voz, encontrou uma jovem, vestida com um traje que lembrava uma roupa grega, branca, de linho, com uma coroa de flores na cabeça. Seria uma ninfa? O que era ela? O que fazia ali?

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