Gerson Lodi-Ribeiro é um autor brasileiro que a gente vem acompanhando dentro do vasto cenário da ficção científica nacional. O cara é responsável bons lançamentos que incluem romances e coletâneas de contos. O que me despertou para o trabalho do Gerson foi o livro Outros Brasis, uma coletânea de contos que falam sobre uma versão alternativa do Brasil. Seu primeiro romance, Xochiquetzal: Uma Princesa Asteca entre os Incas, é surpreendente com sua visão de uma América que viveu uma outra saga de descobrimento.
Quando Gerson cria seus caminhos alternativos para a história ele nos levam sempre ao ponto central da história que nós, efetivamente, vivemos. Coloca a gente continuamente na tarefa de pensar nosso mundo do jeito que ele é e o porque dele ser assim; nossas responsabilidades e escolhas.
Agora voltei meus olhos para um outro livro do Gerson e aqui ele surpreende novamente. A guardião da memória é um romance ousado, em que se misturam tintas de ficção científica e erotismo. Levando ambos, na literatura brasileira, a um outro patamar. Imagine.
Aqui temos a história impossível de uma aventura de uma humana e um centauro.
No planeta Ahapooka, chamado o Mundo-sem-Volta, náufragos errantes de outras espécies inteligentes do universos cultivam uma poderosa cultura, baseada numa glória ancestral. Essa cultura, apesar de evoluido, e talvez por isso mesmo, discrimina os humanos por esses terem evoluído com auxílio alienígena. Então essa humana é enviada para enfrentar essa situação num complexo contexto. E é certamente algo dá errado e nas viradas e acontecimentos um elo surgirá entre polos distantes, opostos, estranhos um ao outro. E algo acontece é a chave da transformação.
Convido para abrirem uma porta para o vasto universo que Gerson Lodi-Ribeiro tem construído com seus livros. Outros Brasis, a minha porta, é um livro difícil de encontrar (é isso mesmo, Gerson?) mas A guardiã da memória está aí e é um começo excelente para quem quer conhecer o trabalho desse brasileiro que revirou a ficção científica em língua portuguesa.
Blooks Livraria Livraria Blooks, sempre com você

Li e não gostei.
Olha, a ficção cientifica ja não é um genero muito respeitado, seja por intelectuais ou pelos leitores comuns. Aí me aparece esse sujeito com essa porno chanchada intergalatica…
Não é nem a questão do sexo presente na obra, qualquer tema é valido na literatura, desde que bem abordado. O livro é ruim mesmo.