No ventilador: coletivo @na_kombi lança tweets em livro

Sem categoria | Por anasoul21 em 26.08.2010

Quem acompanha o @na_kombi no Twitter, sabe do que o coletivo é capaz em 140 caracteres. O perfil reúne uma turma de gente que se propõe a fazer humor naquele curto espaço da web, e essa “brincadeira” já foi capaz de juntar mais de 30 mil seguidores.

Como piada boa não tem limites, Na Kombi virou livro, que vai ser lançado nesta quinta, 26, na Blooks Livraria. Não é uma noite de autógrafos qualquer. É uma Manifestação do Humor na Blooks Livraria, como diz o convite. Começa às 19h.

Convite de lançamento Na Kombi na Blooks Livraria

Convite de lançamento do livro Na Kombi na Blooks Livraria

Com a boa desculpa do lançamento, a Blooks fez um rápido bate-papo com Ulisses Mattos, sócio de Silvio Lach na M… Corporation, responsável pelo coletivo e pelo livro, lançado pelo selo LeYa Cult, em parceria com a Editora Barba Negra.

Para seguir o espírito do livro, as respostas são em 140 caracteres (por isso, os sinais e abreviaturas nas respostas):

Blooks Livraria: O que isso tem a ver com a M… Corporation?
Ulisses Mattos: O @na_Kombi é + 1 produto da M…Corporation, assim como a revista, o Troféu VitorFasano, o Movimento Twitterário etc

BL: Que m… é essa?
UM: A M… é mais q uma necessidade fisiológica. É falar M…, é criticar a M… dos outros. E, + do q tudo, é jogar M… no ventilador.

BL: O mehor e o pior de fazer graça em 140 toques?
UM: Ser curto e eficaz traz + leitores. O ruim é q no Twitter mta gente se apropria do material alheio. Nossa Kombi sempre dá os créditos.

BL: Vocês riem de quê?
UM: As hienas vivem de M… e estão sempre rindo, mas ninguém pergunta isso. Sigam o @na_kombi pra descobrir.

No site da M…Corporation, Ulisses e Silvio mostram que têm muito mais fôlego: avisam que, nesta “primeira edição” do @Na_Kombi há a colaboração de 44 colaboradores, escolhidos entre os vários que twittam com a dupla todas as quintas-feiras, quando o perfil recebe “dois ou três convidados”.

Ulisses Mattos e Silvio Lach estão assim de motivos para rir à toa.

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p.s.: não está entendendo nada dessa M… Corporation? Assista à entrevista de Ulisses e Silvio no Pânico Jovem Pan para ajudar. Boa sorte!

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Geleia Moderna: The Tram Sessions

LogoGeleia ModernaA ideia é curiosa: uma banda, uma música, uma câmera, um bonde e um passeio.  Apenas isso. O projeto saiu da cabeça de uma dupla sueca, de Gotemburgo, que assina “Anna & Jerry”.

Não tem apresentação, entrevista ou papo. A banda vai direto ao ponto, sem firulas, sem retorno, sem microfones…

O bonde parte e, enquanto roda pelas ruas de Gotemburgo, a banda se apresenta para espanto e deleite de alguns passageiros.

Dupla sueca Anna e Jerry, que faz o The Tram Sessions

Karl Krook e Anna Roxenholt, que lideram a "New Found Land"

São mais de 50 clipes gravados e tudo é feito sem patrocínio e sem visar algum lucro. O único interesse é a música. A prova disso é que na página do Tram Sessions não se encontra nenhum banner, nenhum anúncio piscando, nenhuma tentativa de vender nada… E no final do passeio nem os músicos passam a sacolinha…

O blog do projeto The Tram Sessions

O blog do projeto The Tram Sessions

A experiência é tão bacana, que já existe uma versão australiana da brincadeira. Separei para ilustrar “It would mean the world to me” da banda “New Found Land”, liderada por Karl Krook e Anna Roxenholt.

The New Found Land, versão australiana do projeto sueco

The New Found Land, versão australiana do projeto sueco

Seu primeiro álbum, “We all die”, foi lançado no final de 2009.

Embarque nesta viagem embalada por uma bela voz, um violão e uma tuba…

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Os DJs Brant e Jorge LZ apresentam o programa Geleia Moderna, todo sábado, ao vivo, às 17h, na rádio Roquette Pinto (94,1 FM), que você pode ouvir em versão podcast. E leia a coluna Enquanto isso no Geleia Moderna, toda semana na Blooks.

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Onde está o fogo da vida?

Dica Blooks | Por Toinho Castro em 24.08.2010

Se você nunca voou num tapete voador, provavelmente não sabe o que é enjoo.
Salman Rushdie, em Luka e o fogo da vida

Você gosta de ler? Você é do tipo que frequenta livrarias porque gosta de ler e está sempre em busca da porta estranha que se abre quando abrimos um livro? Com Luka e o fogo da vida (Companhia das Letras), novo livro de Salman Rushdie, a chave dessa porta nos é entregue  para mais uma aventura maravilhosa. Aqui Rushdie retoma o universo de Haroun e o mar de histórias, seu livro de 1990, trazendo de volta personagens e a vivacidade  das histórias que atravessam mundos e gerações.

Luka e o fogo da vida

É um livro para quem gosta de ler, em voz alta mesmo , ler para alguém que gosta. Eu sou totalmente a favor da ideia de ler livros para os amigos, parentes, filhos e amados. Se você nunca fez isso, eis aí um bom livro para você começar. É um livro de palavras e imagens, pequeno mas caudaloso. Cheio de mitologias e maravilhas para tirar seu fôlego, nobre leitor, a começar por um incêndio num circo decadente que lega a Luka um cão chamado Urso e um urso chamado Cão. Com a missão de salvar seu pai do sono que silencias os contadores de história, Luka envereda por aventuras que se desenrolam como um videogame e que nos trazem à memória livros como A história sem fim, de Michael End, outra pérola das viagens aos mundo da imaginação.

Lendo Luka e o fogo da vida pergunto-me onde me perdi na procura pelo fogo da vida. É uma pergunta muito necessária, muito pertinente para cada um de nós. O que estamos fazendo que não estamos em busca, enfrentando os maiores perigos, do mais sagrado das coisas?

Recomendo a leitura. Recomendo porque Salman Rushdie é um contador de história que não está adormecido, como Rashid, pai de Luka. Ele está inquieto na sua posição desafiadora de escritor, que lhe custou sossego valendo-lhe uma sentença estúpida de morte, que não se cumprirá. Só por isso vale a pena ler esse livro, pela permanência do seu autor no corajoso papel de escritor. Compre o livro, leia, leia para o seu filho, coloque na mochila dele em meio aos livros do colégio. É um livro moderno também, em diálogo com esse mundo novo que nos rodeia. Vasculhe, procure pelas passagens secretas que escondem mundos mágicos. Dentro de livros assim você poderá encontrá-las.

Para completar, uma conversa com Salman Rushdie…

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