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Lista Blooks: Brasil

Lista Blooks | Por Toinho Castro em 07.09.2010

Brasil

Então é isso, somos independentes, soberanos de um vasto território e donos de uma história fantástica. Muito bem, qual é a nação que não é dona de uma história incrível, peculiar? Mas acontece que somos brasileiros, esse povo que não é muito mais de comemorar o 7 de setembro mas que celebra a independência em cada gesto, em cada palavra.

Reunimos aqui na nossa Lista Blooks da independência nove livros e um poema para a gente refletir sobre o Brasil, sobre o que nos define como nação. É uma listinha para entender como foi que a gente chegou até aqui e apontar certo olhar para o futuro. Como em toda lista, há aqui grandes lacunas que eu tenho certeza que podem ser preenchidas numa conversa entre amigos, consultando a internet ou as prateleiras das livrarias (de preferência a Blooks!). Esperamos que isso seja pelo menos um ponto de partida para uma grande viagem que é o nosso país.

1. O povo brasileiro, Darcy Ribeiro. Companhia de Bolso
2. Raizes do Brasil, Sérgio Buarque de Hollanda. Companhia das Letras
3. Viva o povo brasileiro, João Ubaldo Ribeiro. Alfaguara
4. Não verás país nenhum, Ignácio de Loyola Brandão. Global
5. Casa-grande e senzala, Gilberto Freyre. Editora Global
6. Não és tu, Brasil, Marcelo Rubens Paiva. Objetiva
7. Macunaíma, Mário de Andrade. Editora Agir
8. O Romance d’a Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta, Ariano Suassuna. José Olympio
9. Poema sujo, Ferreira Gullar. José Olympio.
10. Pátria Minha, poema de Vinícius de Moraes incluído em sua Antologia Poética, da Companhia de Bolso

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Dica da Patrícia: Jane Austen em DVDs da BBC

Dica Blooks | Por anasoul21 em 18.05.2010

Fã dos romances de Jane Austen, Patrícia Borsoi, da Blooks, recomenda os DVDs produzidos pela BBC de Londres, adaptando obras da escritora. para telefilmes. Confira:

Finalmente estão saindo em DVD as séries da BBC de Londres, que fez várias adaptações de clássicos da literatura em minisséries e telefilmes, com excelentes atores e direção de arte impecáveis. Atualmente, há três minisséries sobre livros de Jane Austen: Orgulho e Preconceito, Emma e Razão e Sensibilidade. Para os amantes dos livros desta autora é uma ótima oportunidade de ver na tela uma versão mais completa destas obras.

Nos cinco capítulos de Orgulho e Preconceito, vemos um jovem Colin Firth, excelente no papel de Sr. Darcy. Este, que é considerado o melhor livro de Jane Austen, conta a história de Elisabeth Bennet, segunda das cinco filhas do Sr. Bennet, mulher inteligente com opiniões bem definidas, que não se verga às convenções sociais de sua época. Com o desenrolar da trama, que dá um panorama da sociedade da época, Elisabeth Bennet é obrigada a reconhecer que nem sempre a primeira impressão sobre uma pessoa (no caso o Sr. Darcy) é a real.

Emma é uma moça de família proeminente que, por falta do que fazer, quer resolver a vida das pessoas à sua volta, geralmente menos favorecidas, por vezes dando uma de casamenteira. Mas Emma age de acordo com o que ela acha certo, sem levar em conta os sentimentos das pessoas envolvidas.

Razão e Sensibilidade fala das irmãs Dashwood , a racional Elionor e a emocional Marianne, que após a morte do pai são obrigadas a viver de maneira precária, uma vez que, à época, na morte do titular, as propriedades e todo o patrimônio passavam para o parente masculino mais próximo. Discriminadas, as irmãs não podem se relacionar com os homens que amam, porque não têm mais posses e dinheiro.

Para nossa sorte, esses livros também estão editados. Vale a torcida que alguma editora publique os outros três livros de Jane Austen e que a distribuidora desses filmes lance também em DVD Persuasão e Mansfield Park, também excelentes telefimes.

Leia outras dicas da Blooks.

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Dica do Luciano: Rimbaud, a vida dupla de um rebelde

Dica Blooks | Por Luciano Pinto em 11.05.2010

RIMBAUD

Muitas vezes a maneira como um livro chega às nossas mãos é curiosa, até mesmo enigmática! Em algumas editoras, o departamento de marketing envia um exemplar cortesia de algum lançamento do momento aos gerentes de algumas livrarias. Nos presenteiam com livros de auto ajuda, catálogo de marcas de produtos, livros de poesia, muitas vezes publicações independentes, romances repletos de ilusões e sonhadores de todos os tipos.

Mas também somos surpreendidos com livros que nos cobrem de alegria, como um dos últimos que recebi, Rimbaud: a vida dupla de um rebelde (Companhia das Letras). Um delicioso ensaio biográfico, escrito por Edmund White, sobre Jean Nicholas Arthur Rimbaud, fundador da poesia moderna. Num tom totalmente confessional, White começa o livro falando justamente sobre sua própria homossexualidade, em 1956, quando tinha 16 anos e vivia num colégio interno. À noite, passava horas trancado no banheiro, único ambiente do colégio que permanecia com a luz acesa, lendo poemas de sua recém descoberta, o poeta francês Rimbaud.

Rimbaud nasceu em Charleville, na França, em 1854. De espírito inquieto e aventureiro, sempre quis ir embora, fugir da educação religiosa (católica) e da severidade da mãe. Queria ir a Paris, onde se encontrava a vida cultural e intelectual, e tudo mais que precisava descobrir. Enviou uma carta, com um de seus poemas, para Paul Verlaine, que já era um grande nome da poesia nessa época. Verlaine o recebeu na mesma casa em que vivia com a esposa e os sogros. E desde que Rimbaud chegou, com a cabeça infestada de piolhos e a boca cheia de palavrões, a vida de um dos nomes mais importantes da poesia francesa foi reduzida a incessantes e lamentáveis espetáculos de brigas e escândalos, envolvendo tiros, polícia e fugas em estação de trem. Sempre embriagados de absinto, muito absinto!

Tornaram-se amantes e incentivaram a produção poética um do outro, num misto de paixão e ódio. Numa das várias brigas, Verlaine atirou em Rimbaud, aingindo-o no pulso. Foi julgado e condenado a dois anos e meio de prisão.

Rimbaud produziu toda sua obra até os 19 anos. Abandonou a poesia e foi em busca de outras aventuras. Outras experiências. Morou 11 anos na África, sendo por um tempo traficante de armas, entre outros trabalhos. Morreu aos 37 anos, num hospital de Marselha.

Nos dias de hoje, é bem provável que muitos conheçam Rimbaud e Verlaine por intermédio do filme Eclipse de uma paixão, com Leonardo Di Caprio. Na música Só as mães são felizes, Cazuza também menciona Rimbaud. Outro que teve sua carreira muito influenciada pelo poeta francês foi Jim Morrison. A biografia é uma ótima oportunidade de conhecer mais a vida do poeta.
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